Cameron Dawson, CIO da NewEdge Wealth, aponta um significativo aumento na alavancagem de mercado, impulsionado pela corrida por retornos, como fator contribuinte para a volatilidade e amplificação de movimentos de baixa. Esse mecanismo funciona através de chamadas de margem e liquidações forçadas, que exacerbam a pressão vendedora em ativos já em queda. Ativos de alto beta e com alta alavancagem, como ações de tecnologia e criptomoedas, são os mais vulneráveis a esses ciclos de deleveraging. Para o investidor brasileiro, um cenário de aversão global ao risco pode levar à desvalorização do BRL e a pressões sobre o Ibovespa, especialmente em empresas endividadas. Paralelos históricos como o crash de 2008 e o flash crash de 2020 mostram como a alavancagem pode transformar correções em eventos sistêmicos. O próximo gatilho a monitorar é a temporada de resultados do terceiro trimestre, que pode expor vulnerabilidades em balanços de empresas alavancadas. No horizonte de médio prazo, a persistência de juros altos pode continuar a pressionar a descompressão dessa alavancagem, favorecendo um ambiente de maior volatilidade.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se um aumento da volatilidade, com o VIX ($20.03 hoje) potencialmente testando 22-25. Se o Nasdaq 100 (QQQ em $716.38 hoje) romper abaixo de $700, isso pode desencadear uma nova onda de vendas. Ações de tecnologia e cripto são as mais expostas. No médio prazo (2-3 meses), a pressão para deleveraging deve persistir, limitando grandes ralis e mantendo o ambiente de mercado suscetível a correções abruptas.
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