O UBS espera uma reversão de parte do rali recente dos ativos brasileiros após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, mas vê dois fatores capazes de limitar uma correção mais profunda no mercado. Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (26), o primeiro deles é a composição do Congresso. O banco avalia que um Legislativo de inclinação à direita tende a impor limites à atuação do Executivo. O segundo é a crescente relevância estratégica do Brasil, especialmente em áreas como minerais críticos e manufatura avançada, que pode continuar atraindo investimento estrangeiro. Leia também Pressão na Bolsa deve continuar, mas Citi aponta 10 ações para navegar novo cenário Apesar da cautela com o desempenho agregado dos ativos brasileiros, o banco ressalta que algumas empresas podem apresentar desempenho relativo superior nos próximos meses Taxas do Tesouro superam 2020 e têm maior alta da série histórica com vitória de Lula Tesouro Prefixado 2032 vai a 15,78% e supera o salto de março de 2020, mesmo após intervenção do Tesouro Nacional; IPCA+ tem a segunda maior alta da série Congresso pode limitar deterioração Na avaliação do UBS, a composição do Congresso pode funcionar como um contrapeso para a política econômica do novo governo. O banco considera que um Legislativo mais à direita deve restringir a capacidade de ação do Executivo, reduzindo o risco de uma deterioração mais profunda das condições fiscais. Esse fator aparece no relatório divulgado hoje, logo após o resultado final das eleições, como um dos elementos que podem limitar a intensidade da correção dos ativos brasileiros. Minerais críticos podem sustentar investimento O outro fator destacado pelo UBS é a posição estratégica do Brasil na economia global. Segundo o banco, a importância crescente do país em minerais críticos e algumas áreas de manufatura avançada pode oferecer uma fonte estrutural de suporte para o investimento estrangeiro. Esse fluxo, na avaliação do UBS, pode ajudar a amortecer parte da pressão sobre os ativos locais mesmo em um ambiente de maior incerteza fiscal. UBS ainda espera devolução de parte do rali Apesar desses fatores, o cenário-base do UBS continua sendo de correção após o forte movimento observado desde o primeiro turno. O banco afirma que ações, real e juros podem voltar para níveis mais próximos dos registrados antes da primeira votação, com possibilidade de desempenho temporariamente pior do que esses patamares. Para o UBS, a magnitude dessa correção dependerá principalmente dos sinais fiscais dados pelo governo e da capacidade de apresentar um programa crível de consolidação das contas públicas. O banco também cita como riscos para sua avaliação eventuais surpresas positivas na política fiscal, mudanças relevantes nos juros globais e a continuidade da entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira. The post Banco vê 2 fatores capazes de impedir uma correção mais profunda no Brasil appeared first on InfoMoney.
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