O Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA registrou uma leitura mais fraca que o consenso, sinalizando desaceleração inflacionária na ponta de atacado. Este dado reforça a tese de que o Federal Reserve terá mais espaço para iniciar um ciclo de cortes nas taxas de juros, diminuindo a pressão sobre os preços. A reação imediata foi a recuperação do preço do GLD, enquanto o dólar (UUP) tende a se desvalorizar, e ativos de crescimento como QQQ se beneficiam. Para o investidor brasileiro, um dólar mais fraco (USDBRL em queda) e o aumento do apetite por risco global podem atrair fluxo para a BOVA11. A expectativa de juros mais baixos pressiona as margens de lucro de instituições financeiras (XLF), que veem seus spreads reduzidos. Historicamente, em ciclos de flexibilização monetária do Fed, como em 2019, o ouro teve valorização média de 15% nos seis meses subsequentes ao primeiro corte. O mercado aguarda os próximos dados de inflação ao consumidor (CPI) e o discurso do presidente do Fed para confirmar a trajetória da política monetária. No médio prazo, um ambiente de juros mais baixos pode sustentar um rally em ativos de risco, especialmente tecnologia e mercados emergentes, mas o ritmo dependerá da resiliência da economia.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve precificar com maior intensidade a probabilidade de cortes de juros do Fed, com o ouro ($4050.50 hoje) podendo testar a faixa de $4100-4150. O principal gatilho será o próximo relatório de inflação ao consumidor (CPI) e a ata da reunião do FOMC, que podem solidificar ou reverter essa tese.
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