O ouro manteve ganhos após discurso do Presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, que reduziu as expectativas de aumentos de juros para combater a inflação. A diminuição das expectativas de alta de juros implica um custo de oportunidade menor para ativos que não rendem, como o ouro, e tende a enfraquecer o dólar americano. Ativos como GLD (ouro), TLT (títulos de longo prazo) e BTC (Bitcoin) tendem a se valorizar, enquanto os bancos (JPM) podem sofrer pressão por spreads menores. Para o investidor brasileiro, um dólar globalmente mais fraco pode aliviar a pressão sobre o Real e, indiretamente, favorecer o Ibovespa por um ambiente de menor aversão ao risco. Similarmente, em 2019, declarações do presidente Jerome Powell que sinalizaram uma pausa no ciclo de aperto monetário resultaram em uma valorização do ouro em aproximadamente 8% nas semanas seguintes. Os próximos relatórios de inflação (CPI) e emprego (Payroll) nos EUA serão cruciais para confirmar a postura do Fed e a persistência das pressões inflacionárias. No médio prazo, se o Fed mantiver uma postura menos agressiva, o ouro pode consolidar sua posição como hedge e a valorização de ativos de crescimento pode continuar, mas a inflação permanece um risco latente.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (GLD) deve manter seu patamar de preço atual, com potencial para um rali adicional de 2-3% se o dólar global continuar a enfraquecer. Os próximos dados de inflação e comentários de membros do Fed servirão como gatilhos para a próxima movimentação, podendo impulsionar o ouro para US$ 4.100 se a postura dovish for confirmada. O BTC deve seguir o sentimento de risco-on, mirando US$ 62.000.
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