O período de 2017 a 2026, caracterizado pela facilidade de lançamento de startups e tokens cripto com capital e licenças mínimas, está encerrado. O mecanismo por trás dessa mudança é o aumento significativo das exigências de capital e regulamentação, que transformam o cenário de financiamento de ICOs de varejo para capital institucional sofisticado. Consequentemente, ativos como Bitcoin e Ethereum, além de plataformas regulamentadas como Coinbase e projetos de Real-World Assets (RWA) como Ondo Finance, são beneficiados. Para o investidor brasileiro, isso implica maior demanda por ETFs regulados de cripto (como HASH11) e uma aversão a projetos altamente especulativos, direcionando o capital para criptoativos de maior qualidade. Um paralelo histórico é o estouro da bolha das pontocom (2000-2002), onde a liquidez fácil para startups evaporou, exigindo modelos de negócio robustos e conformidade. O principal gatilho para os próximos meses será a clareza regulatória contínua sobre a classificação de ativos digitais e a implementação de novas estruturas de licenciamento. No horizonte de médio prazo, espera-se um ecossistema cripto com menos projetos, mas mais resilientes e institucionalmente integrados, com inovação mais lenta para novas entradas.
Nos próximos 6 a 12 meses, espera-se uma redução drástica no número de novos projetos cripto especulativos. O capital será direcionado predominantemente para plataformas e ativos estabelecidos e regulamentados, com BTC e ETH se beneficiando de um 'flight-to-quality'. Acompanhar as decisões da SEC e CFTC sobre classificação de ativos será crucial, pois elas atuarão como gatilhos para a aceleração ou desaceleração desse processo de institucionalização.
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