O Bitcoin ($58,618 hoje) sofreu uma desvalorização de 20% em junho, com análises técnicas apontando para uma deterioração do cenário gráfico. A queda reflete uma forte pressão de venda, potencial liquidação de posições alavancadas e um sentimento de aversão ao risco no setor, exacerbando a volatilidade e o medo de novos declínios. Esta correção impacta diretamente BTC, ETH e o setor de mineradoras como MARA e RIOT, além de ETFs como IBIT e FBTC que veem saídas. No Brasil, o HASH11 e o BITH11 devem seguir a tendência de baixa, enquanto o USD/BRL pode ver pressão de alta como refúgio em momentos de aversão global a risco. Historicamente, quedas de 20%+ em um mês, como em maio de 2021 (-35%) ou novembro de 2022 (-16% após FTX), foram seguidas por períodos de consolidação ou novas perdas. O próximo evento a monitorar é a sustentação do Bitcoin acima de $55.000 e a divulgação de dados de inflação nos EUA, que podem influenciar a política monetária e o apetite por risco. No médio prazo (3-6 meses), a recuperação do Bitcoin dependerá da estabilização macroeconômica e de fluxos de entrada consistentes nos ETFs spot, com riscos de testar $50.000 se o suporte atual falhar.
No curto prazo (1-2 semanas), o Bitcoin ($58,618 hoje) deve continuar volátil, testando o suporte de $55.000. Se este nível for rompido, espera-se uma aceleração da queda em direção a $50.000. O principal gatilho para uma reversão seria a estabilização macroeconômica e um aumento nos fluxos de entrada nos ETFs de Bitcoin, o que não parece iminente nas próximas 2-4 semanas.
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