Bitcoin recua para US$ 81 mil com cautela e saída de ETFs de cripto

Neste sábado (17), o Bitcoin (BTC) é negociado na faixa dos US$ 81,4 mil, registrando uma queda de 1,4% nas últimas 24 horas e uma perda de 1,7% no acumulado de sete dias, segundo a plataforma Coingecko. Apesar da retração recente, a criptomoeda sustenta uma valorização próxima de 6,5% no último mês. O mercado de ativos digitais opera de forma estável, sem um impulso ou pressão significativa. A postura cautelosa dos investidores se intensificou devido às saídas de recursos de fundos negociados em bolsa (ETFs) e à fraqueza dos ativos de risco em geral. Uma recuperação anterior do BTC foi impulsionada por notícias do setor e uma leitura técnica construtiva, indicando que o Bitcoin ainda pode buscar a recuperação de uma linha de tendência de 20 meses antes de novas máximas históricas, conforme análise da CryptoQuant. No cenário macroeconômico, o comportamento dos juros nos Estados Unidos continua sob o radar. Dados de inflação recentes aumentaram a incerteza sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed) para as taxas, o que tende a moderar um avanço mais intenso dos ativos digitais. No âmbito regulatório e institucional, a MSCI adotou novas regras de exclusão de empresas, o que pode levar a MicroStrategy, a maior detentora corporativa de Bitcoin, a ser retirada do principal índice da companhia. Em contrapartida, a Mastercard anunciou a integração de saldos de stablecoins ao sistema bancário tradicional e aos pagamentos com cartão, indicando um avanço no uso de criptoativos na infraestrutura financeira. Entre os principais criptoativos, Ethereum (ETH) e Solana (SOL) recuaram cerca de 2,1% e 2,5%, respectivamente, nas últimas 24 horas, seguindo a tendência de baixa do Bitcoin.

Análise

O desfecho do cenário atual dependerá da próxima decisão de política monetária do Federal Reserve e da divulgação de novos dados de inflação nos EUA, cujas datas serão acompanhadas de perto. Além disso, a confirmação da potencial exclusão da MicroStrategy dos índices MSCI e os detalhes da implementação da integração de stablecoins pela Mastercard fornecerão clareza sobre o impacto regulatório e de adoção, à medida que mais informações forem divulgadas nas próximas semanas.

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