O Tesouro dos EUA iniciou um programa de recompra de títulos, resultando em uma redução da oferta de Treasuries no mercado e uma injeção de liquidez, o que tem mantido o dólar fraco. Este cenário contrasta com a estabilidade da libra esterlina, que se beneficia da fragilidade do dólar para manter sua posição. A desvalorização do dólar tende a impulsionar commodities como o ouro e pode atrair capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil. Historicamente, programas de Quantitative Easing (QE), como o pós-crise de 2008, levaram a quedas significativas no DXY, com o índice caindo ~12% entre Mar/2020 e Jan/2021. O próximo dado de emprego (payroll) e a decisão do FOMC em setembro serão gatilhos cruciais para a direção do dólar. No médio prazo, se a recompra do Tesouro persistir, a pressão de baixa sobre o dólar pode se consolidar, com implicações duradouras para o comércio global e fluxos de capital.
Nas próximas 2-4 semanas, o DXY (98.64) deve permanecer sob pressão, podendo testar a faixa de $97-$98. Gatilhos incluem próximos anúncios do Tesouro sobre recompra e dados de inflação e emprego nos EUA que possam influenciar a política do Fed. A libra esterlina (FXB) deve manter sua estabilidade relativa, enquanto o BRL ($5.1931) pode se fortalecer para a faixa de R$5.10-5.15.
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