O Brasil projeta atrair US$ 21,3 bilhões em investimentos para minerais críticos até 2030, segundo Pablo Cesário do Ibram e Daniel Martins da PwC Brasil. A estratégia visa posicionar o país não apenas como produtor, mas como uma plataforma confiável de suprimento, processamento e transformação global, atendendo à crescente demanda por elementos estratégicos para transição energética e tecnológica. Essa expectativa deve impulsionar empresas de mineração como VALE3 e CMIN3, além de beneficiar indiretamente companhias de infraestrutura e energia como RUMO3 e EQTL3. O fluxo de capital estrangeiro pode fortalecer o Real brasileiro e o Ibovespa, com setores de base e infraestrutura ganhando destaque. Governos e instituições financeiras globais já demonstram interesse em diversificar suas cadeias de suprimentos, buscando fontes alternativas fora dos grandes players atuais. Este cenário é similar ao boom do minério de ferro no início dos anos 2000, impulsionado pela China, que levou a um crescimento significativo da VALE3. Acompanhar os próximos leilões de concessão mineral e a evolução da legislação ambiental brasileira será crucial. No médio prazo, o Brasil pode consolidar sua posição, mas exige investimentos contínuos em mapeamento geológico e infraestrutura para processamento.
Nos próximos 12 a 24 meses, espera-se que o governo e as grandes mineradoras como VALE3 e CMIN3 anunciem planos mais concretos, parcerias estratégicas ou aquisições para explorar e processar minerais críticos. Gatilhos incluem a aprovação de novas políticas de incentivo e a superação dos desafios de mapeamento geológico, que podem impulsionar os ativos do setor.
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