Saída de estrangeiros da bolsa acelera após segundo turno

A saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira acelerou nos dias seguintes ao segundo turno das eleições de 28 de outubro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito. Dados da B3 mostram que os não residentes sacaram R$ 7,5 bilhões do segmento secundário nos três pregões posteriores ao resultado e R$ 3,9 bilhões nos dois pregões anteriores, totalizando R$ 11,4 bilhões em cinco sessões. Esse fluxo negativo fez o saldo mensal da categoria cair para R$ 8,5 bilhões e o saldo acumulado no ano recuar para R$ 35,9 bilhões. Daniela da Costa‑Bulthuis, gestora de mercados emergentes da holandesa Robeco, afirmou ao Valor que a forte liquidação indica um maior prêmio de risco fiscal e político, mas não necessariamente uma saída estrutural de capital estrangeiro. Ela destacou que investidores estrangeiros e locais observarão a definição da equipe econômica, as mudanças previstas para o Orçamento de 2027 e as compensações de campanha. No mesmo dia, o investidor institucional aportou R$ 1,3 bilhão, enquanto o investidor individual adicionou R$ 1,7 bilhão, mantendo saldos positivos mensais de R$ 7,6 bilhões e anuais de R$ 13,4 bilhões para o perfil individual, apesar do déficit mensal de R$ 12 bilhões e do saldo anual negativo de R$ 47,5 bilhões para a categoria como um todo.

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