Árvore nativa melhora saúde do solo e sequestro de carbono em pastagens

O Canal Rural divulgou uma pesquisa da Embrapa e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (USP/Cena) que avaliou a integração da árvore bordão-de-velho (Samanea tubulosa) em sistemas silvipastoris (SSP). O estudo, parte da tese de doutorado de Henrique Nery Cipriani, pesquisador da Embrapa Florestas (PR), sob a orientação da professora Tsai Siu Mui, do USP/Cena, revelou que a espécie melhora a qualidade biológica do solo, resultando em maior estocagem de carbono e comunidades de microrganismos mais estáveis. Além disso, a árvore é capaz de fixar nitrogênio no solo e produzir frutos apreciados pelos animais, oferecendo sombra ao gado. O trabalho, iniciado em 2018 no campo experimental da Embrapa Rondônia, comparou uma área com 156 mudas de bordão-de-velho a outra com 172 mudas de eucalipto. Análises de solo em 2022 e 2024 mostraram elevada fertilidade na área com bordão-de-velho e um Índice de Manejo de Carbono (CMI) de 91,13 para o sistema com a espécie nativa, preservando 91,13% de carbono em relação ao solo da floresta nativa (referência 100). Após correção para compactação, foram registrados 95 t/ha de carbono com bordão-de-velho, comparado a 107 t/ha com eucalipto e 78 t/ha na floresta nativa. Cipriani observa que os resultados indicam um ótimo potencial dos sistemas silvipastoris para sequestrar carbono, embora o aproveitamento madeireiro do bordão-de-velho não seja tão vantajoso quanto o do eucalipto. O artigo foi publicado na Revista Brasileira de Ciência do Solo (RBCS).

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real