As forças armadas do Iêmen, alinhadas ao governo, anunciaram operações militares de grande escala contra posições dos Houthis em várias frentes. Os ataques incluíram 13 bombardeios aéreos em alvos como posições, aglomerações e equipamentos nos distritos de al-Sharyah, Dhi Naim, al-Bayda e al-Sawadiyah, além da destruição de uma plataforma de lançamento de mísseis. Este conflito ativo na Península Arábica, próximo a rotas marítimas cruciais como o Estreito de Bab al-Mandab e o Mar Vermelho, mantém um prêmio de risco geopolítico elevado. A continuidade das hostilidades gera incerteza sobre a segurança da navegação e a estabilidade da oferta de energia global. Para o investidor brasileiro, a manutenção da tensão geopolítica pode impactar o câmbio e os custos de importação, exercendo pressão sobre a inflação e setores dependentes de logística internacional. Historicamente, o conflito no Iêmen tem sido um fator de volatilidade para os preços do petróleo, como visto em 2019, quando ataques a instalações de petróleo sauditas causaram um pico de 15% no Brent em um único dia. O próximo gatilho a ser monitorado é a intensificação ou desescalada dos ataques, bem como qualquer impacto direto ou ameaça às rotas de navegação no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandab. No médio prazo (próximos 3-6 meses), a persistência do conflito pode solidificar um patamar mais alto para o petróleo, enquanto qualquer resolução diplomática, embora improvável no curto prazo, poderia aliviar as pressões sobre o transporte e o custo de energia.
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