A Turquia busca a aprovação dos EUA para a aquisição de dezenas de motores de caça durante a cúpula da OTAN em Ankara, agendada para 7 e 8 de julho. A visita de Donald Trump à capital turca é vista como um fator chave para esta negociação, embora analistas apontem que a resolução da disputa do F-35 não está no horizonte. A potencial luz verde para os motores pode destravar novos contratos de fornecimento e produção, beneficiando diretamente fabricantes de componentes aeroespaciais e de defesa. O setor de defesa dos EUA, representado por empresas como RTX e LMT, seria o principal beneficiário, com um impacto positivo na receita e nos fluxos de pedidos. Para o Brasil, a Embraer (EMBR3) poderia se beneficiar indiretamente de um aumento da cooperação e gastos em defesa na OTAN. Em 2019, o anúncio da venda de sistemas de defesa Patriot aos Emirados Árabes Unidos gerou um aumento de 3-5% nas ações da RTX e LMT no mês subsequente, refletindo a sensibilidade do mercado a grandes contratos. O principal gatilho a monitorar será a declaração final da cúpula da OTAN em 8 de julho. No médio prazo, a materialização de contratos e a evolução das relações EUA-Turquia moldarão o cenário para o setor de defesa.
Nas próximas 24-48 horas, as declarações da cúpula da OTAN em 8 de julho serão cruciais para a direção dos ativos de defesa. Se houver um aval claro para os motores, RTX pode ver uma alta de 2-4%. No médio prazo (2-4 semanas), o foco será na materialização dos contratos e na evolução das relações diplomáticas que podem liberar outros negócios.
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