O rali do Bitcoin ($77k hoje) desacelerou significativamente após a divulgação de dados de inflação e a perspectiva incerta do mercado de petróleo. A inflação persistente aumenta a probabilidade de políticas monetárias mais restritivas por parte dos bancos centrais, elevando o custo de capital e diminuindo o apetite por ativos de risco, como criptomoedas. Consequentemente, o BTC e o ETH podem enfrentar resistência, enquanto ETFs spot de Bitcoin como IBIT e FBTC podem ver uma desaceleração nos fluxos de entrada. Para o investidor brasileiro, a percepção de risco global pode influenciar o USDBRL, embora o foco principal seja o mercado cripto. Historicamente, em 2022, o Bitcoin sofreu uma queda de cerca de 65% de seu topo quando o Federal Reserve iniciou um ciclo agressivo de alta de juros para combater a inflação. Os próximos relatórios de inflação (CPI) e as reuniões de bancos centrais serão catalisadores cruciais para a direção do mercado cripto e de risco, sugerindo um horizonte de consolidação ou possível correção no médio prazo.
O Bitcoin e o mercado cripto devem entrar em um período de consolidação ou correção nas próximas 2-4 semanas, com movimentos altamente dependentes dos próximos relatórios de inflação (CPI/PPI) e das declarações de política monetária dos principais bancos centrais. Se a inflação se mostrar mais teimosa, o BTC pode testar suportes em $70k; uma desescalada nos dados macro poderia permitir uma retomada em direção a $80k.
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