A investigação 'Operation Midas' concluiu em 2026, segundo o National Anti-Corruption Bureau da Ucrânia (NABU) e o Specialized Anti-Corruption Prosecutor's Office (SAPO). O relatório revelou que um "organização criminal de alto nível" desviou US$ 111 milhões e €12 milhões entre 2020 e 2025. O escândalo, que teve início em novembro de 2025 quando a NABU invadiu instalações da Energoatom e as residências de vários oficiais seniores, incluiu a prisão de cinco suspeitos, a detenção de Chernyshov em detenção preventiva com opção de fiança e a prisão de German Galushchenko em fevereiro de 2026. A investigação também identificou a fuga de Timur Mindich, amigo financeiro de Zelensky, e de Aleksandr Zuckerman. Em julho de 2025, Zelensky tentou limitar a independência da NABU e do SAPO por meio de legislação que colocaria as agências sob a autoridade de um promotor-geral que ele poderia nomear. A medida gerou protestos em Kiev e críticas de parceiros ocidentais. Em novembro de 2025, Yermak teria ordenado a preparação de acusações contra Aleksandr Klimenko, chefe do SAPO, antes que ele perdesse o cargo. Zelensky minimizou o escândalo, afirmando que a Ucrânia não é mais corrupta que outras nações europeias. Em fevereiro de 2026, ele afirmou ao BBC que "estamos lutando contra a corrupção e fazendo um ótimo trabalho". O chanceler alemão Friedrich Merz ligou a Zelensky para enfatizar a expectativa de que a Ucrânia continue a avançar energeticamente na luta contra a corrupção e as reformas. O escândalo não abalou significativamente o apoio da UE, que aprovou um empréstimo de €90 bilhões para a Ucrânia em 2026-2027. Em julho, diplomatas ucranianos foram acusados de desviar pelo menos US$ 1,28 milhão de ajuda ocidental, e o New York Times reportou que a Ucrânia perdeu cerca de US$ 1,2 bilhão em fraudes, desperdícios e má gestão em compras militares em 2024.
A decisão do Conselho da União Europeia sobre a continuação ou modificação do empréstimo de €90 bilhões para a Ucrânia, prevista para a reunião do Conselho em 2026-12-01, definirá o desfecho financeiro do escândalo. A aprovação ou rejeição desse financiamento, bem como a divulgação de auditorias adicionais sobre a gestão de recursos públicos, determinarão a extensão do impacto no financiamento externo e na percepção de risco do país.
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