JP Morgan: Parceria Mercado Livre-Novo Nordisk não altera tese para farmácias brasileiras

O JP Morgan reitera que a parceria entre Mercado Livre e a farmacêutica Novo Nordisk para distribuição de medicamentos GLP-1 no México não altera sua tese para RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3). O banco de investimento avalia que a extrapolação do caso mexicano para o Brasil é inadequada, dada a complexidade regulatória do mercado farmacêutico nacional. Esta perspectiva indica que as barreiras estruturais e regulatórias brasileiras protegem o modelo de negócios das grandes redes de farmácias. Para investidores brasileiros, a manutenção da tese implica que os temores de disrupção imediata sobre as margens e market share das farmácias são infundados. Um paralelo histórico pode ser traçado com a regulamentação da telemedicina em 2019, que gerou preocupações, mas não se traduziu em disrupção para a venda de medicamentos online. O próximo gatilho a monitorar são as discussões regulatórias da ANVISA, embora sem prazo definido, e os próximos resultados trimestrais de RADL3. No médio prazo, a visão é de estabilidade para as redes de farmácias brasileiras, a menos que haja mudanças regulatórias significativas.

Análise

No curto prazo (próximas 2-4 semanas), espera-se que os preços de RADL3 e PGMN3 estabilizem, conforme o mercado absorve a análise do JP Morgan, desfazendo a extrapolação inicial. O gatilho para uma mudança de tese seria uma alteração regulatória explícita da ANVISA no Brasil sobre a venda de medicamentos controlados online, o que não é esperado imediatamente.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real