O Bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 76 mil, uma queda de mais de 1% nas últimas 24 horas, após perder o patamar de US$ 77 mil. Essa desvalorização reflete a cautela generalizada no mercado global de criptomoedas, impulsionada pelas expectativas em torno da decisão de juros do FOMC nos Estados Unidos, agendada para quarta-feira (16). O mecanismo econômico por trás dessa queda é a aversão a risco, onde investidores reduzem exposição a ativos mais voláteis, como as criptomoedas, ante a incerteza sobre o futuro da política monetária. Para o investidor brasileiro, o cenário de incerteza global e a valorização do dólar (DXY em 99.62, USDBRL em 5.1312) podem pressionar ativos de risco locais. Em um paralelo histórico, durante a alta de juros do Fed em março de 2022, o BTC teve uma queda de ~5% na semana subsequente, indicando a sensibilidade do ativo a políticas monetárias. O próximo gatilho a monitorar é a própria decisão do FOMC e a coletiva de imprensa, que podem definir a direção de curto prazo do mercado cripto nas próximas 48-72 horas. No médio prazo (1-4 semanas), a sustentabilidade da recuperação dependerá da sinalização do Fed e do fluxo de capital em ETFs spot de Bitcoin.
Nas próximas 24-48 horas, espera-se alta volatilidade para o Bitcoin e o mercado cripto em geral, com a direção definida pela decisão e comunicado do FOMC. Se o Fed mantiver o tom hawkish, o BTC pode testar US$ 72 mil. No médio prazo (1-2 semanas), a recuperação dependerá da interpretação do mercado sobre a trajetória futura da política monetária e da entrada de capital em ETFs spot de Bitcoin, com o patamar de US$ 75 mil sendo crucial para a sustentação.
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