Emissores de mercados emergentes, incluindo Chile e Letônia, estão expandindo suas operações de dívida com as primeiras vendas de títulos denominados em francos suíços (CHF). Este movimento visa diversificar as fontes de financiamento e aproveitar a demanda por yield em um país com taxa de juros básica em zero. A atratividade para investidores suíços reside na busca por retornos mais elevados do que os disponíveis em sua própria economia. Para o Brasil, a abertura dessa nova via de financiamento em CHF pode representar uma alternativa de captação, embora o impacto direto na dívida local ainda seja incerto. Historicamente, após a Crise Financeira Asiática de 1997-1998, muitos mercados emergentes buscaram diversificar suas fontes de financiamento para reduzir a dependência do dólar americano. É crucial monitorar a continuidade do volume e o número de novos emissores para avaliar a consolidação dessa janela de funding. No médio prazo, essa tendência pode oferecer uma alternativa de financiamento mais estável e de menor custo para países emergentes, impactando suas curvas de rendimento.
A expectativa é que a tendência de emissão de dívida em francos suíços por mercados emergentes continue a ganhar tração nos próximos 3-6 meses, especialmente se o Banco Nacional Suíço mantiver sua política de juros zero. O gatilho para a aceleração dessa tendência seria o anúncio de novas emissões por outros países emergentes de médio porte, validando o interesse dos investidores suíços. Contudo, qualquer sinal de aumento de juros na Suíça poderia reverter rapidamente essa dinâmica.
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