O Bitcoin superou novamente a marca de US$60.000, e tenta romper US$64.000, após o Bureau of Labor Statistics reportar um crescimento de apenas 57.000 em payrolls de junho, com o desemprego subindo para 4,2% e a participação na força de trabalho caindo para 61,5%. Estes dados de emprego mais fracos que o esperado reduziram as probabilidades de um aperto monetário agressivo pelo Federal Reserve, com as chances de alta em setembro caindo para 54% (de 67% anteriores). Consequentemente, o dólar americano (DXY) recuou 0,56% para 100,83, beneficiando ativos de risco. A desvalorização do dólar e a menor expectativa de juros impulsionam criptoativos como BTC e ETH, e empresas com grande exposição a Bitcoin, como MSTR, tendem a valorizar. Para o investidor brasileiro, um cenário de juros mais baixos nos EUA e dólar fraco pode aliviar a pressão sobre o real e impulsionar a busca por risco em mercados emergentes. Historicamente, períodos de enfraquecimento do mercado de trabalho nos EUA, seguidos por políticas monetárias expansionistas, impulsionaram o preço do Bitcoin, como visto em 2020-2021. O próximo gatilho será a divulgação do CPI de julho e as atas do FOMC, que fornecerão mais pistas sobre a política monetária do Fed. No médio prazo, se os dados macroeconômicos continuarem a sinalizar um arrefecimento e o Fed adotar uma postura mais dovish, o Bitcoin pode consolidar acima de US$64.000 e buscar o patamar de US$70.000.
Nas próximas 2-4 semanas, se o Bitcoin mantiver o suporte de US$60.000 e não houver reversão nas expectativas de juros do Fed, é plausível que teste o patamar de US$68.000-US$70.000. O principal gatilho de aceleração seria a confirmação de uma postura mais branda do Fed ou um aumento significativo nos inflows de ETFs, em um ambiente de estabilidade geopolítica.
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