Arábia Saudita retoma embarques de petróleo por Ormuz, aliviando oferta global

A Saudi Aramco retomou na semana passada os carregamentos de petróleo a partir de terminais dentro do Estreito de Ormuz, após semanas de interrupção, com mais navios-tanque aguardando e ofertas de petróleo pesado no mercado à vista. Essa normalização da oferta de petróleo bruto no mercado global alivia a escassez e o prêmio de risco geopolítico antes embutido nos preços do Brent e WTI. Como consequência, há pressão de baixa sobre os preços de BNO, enquanto reduz custos operacionais para AZUL4, GOLL4 e UAL. Para o Brasil, a queda do petróleo pode aliviar a inflação de combustíveis, impactando positivamente o IPCA e potencialmente influenciando a política monetária do COPOM. Em 2019, ataques a petroleiras sauditas causaram um pico de 15% no Brent em um dia, mas a rápida normalização limitou a alta a 5% em uma semana. É crucial monitorar as declarações do Irã sobre as condições para a abertura permanente de Ormuz e as reações dos EUA e de Omã. No médio prazo, a instabilidade geopolítica na região deve persistir, mantendo um piso para os preços do petróleo, mas a oferta pode se estabilizar se não houver nova escalada.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve precificar a normalização da oferta de petróleo, com o Brent ($91.12) buscando estabilidade na faixa de $88-92. No entanto, a ameaça de Trump a Omã e as condições do Irã são gatilhos críticos que podem reverter o cenário e impulsionar o Brent acima de $95, especialmente se houver retaliação ou fechamento de Ormuz, mantendo a volatilidade elevada.

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