Por que a eleição foi prorrogada? Veja perguntas e respostas

O segundo turno das Eleições de 2026 teve o horário prorrogado das 17h para 19h por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. A decisão atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante de relatos de eleitores sobre a dificuldade de chegar aos locais de votação em alguns municípios por problemas no transporte público. A campanha de Flávio Bolsonaro, contudo, também havia pedido a prorrogação da votação em Estados do Sul e do Sudeste que teriam sido afetados por fortes chuvas. Na decisão, Zanin diz que “considerando a gravidade dos fatos narrados”, determinou a prorrogação por duas horas, cabendo ao TSE dar cumprimento da decisão. O que aconteceu com as urnas fechadas? Conforme a decisão de Zanin, a eleição seguiu em andamento após nos locais em que a votação não havia sido encerrada às 17h. Com isso, as urnas que estavam fechadas não puderam ser usadas para novos votos. O advogado Eduardo Sant'anna, da área de Direito Eleitoral e Constitucional do Furtado, Simões e Sant'Anna Advogados, explica que “uma vez fechada, a urna não pode ser aberta”. “É impossível você ligar uma urna e computar votos depois que ela é encerrada e emite um boletim de urna. Não é juridicamente impossível, é materialmente impossível. As zonas fechadas emitiram o boletim e a mídia, que é um cartão que parece uma caixinha, foi enviada ao TSE”, afirmou Sant'anna. Por que a apuração tinha 0,25% após às 17h no site do TSE? Segundo Sant’anna, o volume de urnas que tinham os votos computados logo após às 17h, antes da pausa na divulgação, pode corresponder às urnas que estavam no exterior. Por que a decisão veio do Supremo Tribunal Federal e não do Tribunal Superior Eleitoral? Originalmente, os pedidos de ambas as campanhas foram encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no começo da tarde, mas ao longo do dia, não houve decisão. Por volta das 16h, o TSE pediu a manifestação dos TREs sobre eventuais problemas, mas não decidiu sobre o tema. Por volta das 16h30, a coligação que o PT faz parte entrou com o pedido no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que houve descumprimento de uma decisão vinculante que trata da obrigatoriedade de disponibilização de transporte público nas eleições.

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