A curva de juros futuros registrou queda de quase 100 pontos-base em todos os vencimentos após a confirmação do segundo turno eleitoral entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula, com o senador liderando a disputa com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista. Essa queda indica que o mercado revisou para baixo as expectativas de futuro da taxa Selic, antecipando um cenário de política monetária mais flexível. Bancos brasileiros veem compressão de suas margens de juros, pois menores taxas reduzem a rentabilidade dos empréstimos. Por outro lado, o setor de construção civil e os fundos imobiliários ganham ao contar com custo de financiamento mais barato, o que pode estimular a demanda por crédito habitacional. O efeito se propaga ao investidor brasileiro via redução do custo de capital e ajustes nas carteiras de renda fixa. A reação dos agentes financeiros ainda depende do resultado definitivo do segundo turno e da postura do Copom nos próximos dias. O desfecho será definido pelo resultado da votação e pela decisão subsequente do Banco Central sobre a taxa Selic.
O resultado do segundo turno eleitoral e a decisão subsequente do Copom sobre a taxa Selic nos próximos dias.
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