O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará relatou que as chamas foram percebidas na tarde de 30 de outubro e avançaram rapidamente, sendo controladas apenas na manhã de 31 de outubro. Doze brigadistas – quatro do posto avançado e oito civis da Brigada de Alter – participaram do combate. O comandante regional, coronel Celso Piquet, afirmou que a extensão ainda não pode ser dimensionada e que o fogo não pode ser considerado extinto, pois ainda há focos pequenos que podem voltar sob o calor. Gutierrez Govino, membro da Brigada de Alter, destacou a necessidade de acompanhamento permanente. Após conter as chamas, a Secretaria de Segurança Pública do Pará iniciou investigações sobre a origem do incêndio. Piquet já realizou reunião com a Polícia Militar e a Polícia Civil e apontou que a área é verde, sem residência, e que o fogo é estranho, sugerindo possível ação criminosa. Líderes indígenas, como Osmar Borari, cacique do território Borari, exigem investigação urgente e punição de quem pratica construções irregulares na Área de Proteção Ambiental, alegando que os incêndios visam abrir áreas para posterior venda. O fogo ocorre em região turística mundialmente conhecida e em território de vários povos.
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