A Receita Federal anunciará nesta terça-feira os dados consolidados da arrecadação federal referente ao mês de julho. Este indicador é o principal destaque na agenda econômica nacional, que se encontra relativamente esvaziada de outros grandes catalisadores. A arrecadação funciona como um termômetro da atividade econômica e da eficácia da política fiscal, impactando diretamente a confiança dos investidores na capacidade de investimento do governo e na sustentabilidade da dívida pública. Os números podem influenciar a dinâmica do câmbio, com o USDBRL, e o desempenho do mercado de ações brasileiro, representado pelo BOVA11, além de afetar setores específicos como construção (CYRE3) e exportadores (VALE3). Para o investidor brasileiro, o resultado definirá parte das expectativas para a trajetória da Selic de longo prazo e o prêmio de risco do país, impactando ativos de renda fixa e variável. Em 2016, por exemplo, a forte queda na arrecadação federal contribuiu para o rebaixamento do rating do Brasil, elevando o custo de capital para o governo e empresas. A divulgação dos dados pela Receita Federal será o principal gatilho de curto prazo, com a tendência da arrecadação a médio prazo sendo crucial para a sustentabilidade fiscal do país.
Nos próximos dias, o mercado brasileiro deve reagir com volatilidade aos dados de arrecadação de julho. Uma surpresa positiva pode sustentar o IBOV (171,907) acima de 170k e fortalecer o Real (USDBRL em $5.1540), enquanto uma surpresa negativa pode desencadear uma correção de 1-2% no índice e levar o câmbio a testar R$5.20. O gatilho principal será a própria divulgação da Receita Federal na terça-feira, com impactos que se estenderão pelas próximas 2-3 semanas na precificação de ativos locais.
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