Rendimentos US sobem sem risco; alta do Fed pode reduzir yields

A publicação sustenta que o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA não reflete maior risco de mercado. Argumenta ainda que um novo aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve pode, paradoxalmente, reduzir os yields de longo prazo. O mecanismo envolve a relação inversa entre yields e preços dos títulos: quando os yields sobem, o valor de mercado dos títulos cai. Não há menção a um canal de transmissão para o investidor brasileiro, como variação cambial ou Selic. Não foram citadas reações de gestores ou fundos. Historicamente, em 2022, elevações da taxa de juros nos EUA elevaram os rendimentos dos Treasuries sem que o risco percebido no mercado de ações aumentasse de forma marcante. O próximo gatilho será a decisão do FOMC em 28/10, que definirá se o Fed eleva a taxa. O desfecho dependerá da reação dos rendimentos dos Treasuries e do spread de crédito após a reunião.

Análise

A decisão do FOMC em 28/10 definirá se o Fed eleva a taxa de juros. A reação dos rendimentos dos Treasuries nos dois dias seguintes confirmará se a alta da taxa reduz ou eleva os yields. A evolução do spread de crédito bancário mostrará se os bancos conseguem traduzir a alta de juros em maior margem. O acompanhamento dos indicadores de inflação dos EUA (CPI) em 10/10 ajudará a validar a trajetória da política monetária.

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