A cotação do petróleo Brent subiu 2,06% na quinta-feira (25), fechando a US$75,26, indicando a continuidade da instabilidade nos mercados energéticos. Francis Osborne, analista-chefe de petróleo da Argus, ressalta que uma solução definitiva para as tensões entre Estados Unidos e Irã é improvável, mesmo após a assinatura de um acordo pelo fim do conflito. Este cenário de incerteza geopolítica mantém o risco de interrupções no fornecimento, sustentando os preços da commodity. Consequentemente, ativos de energia como USO e PETR4 tendem a se beneficiar, enquanto empresas com cadeias de suprimentos globais e altos custos logísticos, como AAPL e AZUL4, enfrentarão pressões. A volatilidade esperada no câmbio e nas taxas de juros afetará o investidor brasileiro, exigindo cautela na alocação de capital. Historicamente, períodos de tensão no Oriente Médio resultaram em elevações significativas nos preços do petróleo, como na crise de 1973. O próximo gatilho a monitorar será qualquer desenvolvimento nas negociações ou escalada militar na região, com um horizonte de médio prazo de 2-4 semanas para a definição de tendências claras.
A instabilidade nos preços do petróleo deve persistir nas próximas 2-4 semanas, com o Brent negociando predominantemente na faixa de US$74-78 (atualmente em $73.55). Um gatilho para alta seria qualquer sinal de nova interrupção ou sanção relacionada ao Estreito de Hormuz; para queda, um avanço diplomático concreto entre as partes.
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