Os clubes privados ganham espaço em meio a uma transformação no consumo de luxo, cada vez mais associado a experiências, bem-estar e conexões. O The Wealth Report 2025, da consultoria imobiliária Knight Frank, aponta os private members' clubs como um dos subsetores de crescimento mais rápido do mercado imobiliário e relaciona a expansão desses espaços à valorização de experiências e relações pelo público de alta renda. O bem-estar é outra peça desse movimento. Segundo o Global Wellness Institute, o mercado global de wellness real estate movimentou US$ 584 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 1,1 trilhão até 2029. Na América Latina e no Caribe, o segmento cresceu, em média, 24% ao ano entre 2019 e 2024. Nos clubes privados, essas mudanças começam a se encontrar em espaços que vão além do esporte e passam a reunir wellness, gastronomia, convivência e experiências em torno de uma comunidade. É na interseção entre essas duas tendências que a Meta Incorporadora prepara seu próximo empreendimento residencial de alto padrão, no Jardim Guedala, em São Paulo. O projeto será concebido em torno de um clube privado de aproximadamente 5 mil m², que reunirá esporte, wellness, gastronomia e convivência. Estruturado sobre três pilares — Esportes, Wellness e Saúde Social —, o espaço receberá investimento de cerca de R$ 50 milhões e terá capacidade limitada a aproximadamente 300 famílias. "Quando falamos em qualidade de vida, normalmente pensamos em saúde física, alimentação e exercício, mas existe também uma dimensão social que ganhou muito espaço nessa discussão. As pessoas querem viver mais e melhor, mas também querem estar próximas de outras pessoas, criar vínculos e fazer parte de uma comunidade. Foi a partir dessa visão mais ampla que começamos a pensar o projeto", afirma Alexandre Souza Lima, CEO da Meta Incorporadora. Na área esportiva, o clube terá um complexo de quadras cobertas para tênis, padel e pickleball, além de academia. A estrutura contará ainda com espaços infantis, ambientes para trabalho e reuniões, concierge e uma área dedicada à programação de encontros, conteúdo e experiências, chamada Meta Social, com curadoria que incluirá temas relacionados à saúde social e mental. A gastronomia também fará parte da experiência. Estão previstas três operações de marcas reconhecidas, que ainda não foram anunciadas. Diferentemente das demais estruturas do clube, os restaurantes poderão receber público externo. Exclusividade para além do endereço Apesar de estar integrado a um empreendimento residencial, o clube terá uma comunidade própria. Os compradores dos apartamentos terão acesso à estrutura e clientes de outros projetos da Meta terão prioridade. Posteriormente, um número limitado de memberships poderá ser destinado a novos integrantes, que passarão por um processo de avaliação. A capacidade restrita faz parte da proposta de formar uma comunidade cuidadosamente composta, reunindo pessoas com um estilo de vida voltado principalmente ao esporte, à saúde e à longevidade. "Exclusividade, para nós, não está apenas em restringir o número de pessoas. Está em criar um ambiente no qual exista afinidade entre o estilo de vida dos membros e aquilo que o espaço propõe. Queremos reunir pessoas que valorizem esporte, saúde, longevidade e convivência e que enxerguem esses elementos como parte da maneira como querem viver", diz Alexandre. Com aproximadamente 5 mil m², a dimensão da estrutura também levou a incorporadora a pensar o clube para além dos moradores do empreendimento, criando um espaço capaz de atender, de maneira restrita, parte do público do entorno. Do wellness à saúde social A concepção do espaço parte de uma leitura da Meta sobre um movimento social mais amplo, e não apenas de demandas específicas de seus compradores. A incorporadora identifica uma valorização crescente de esporte, bem-estar, longevidade e espaços capazes de estimular relações presenciais. A proximidade mantida com seus clientes ao longo dos anos ajudou a empresa a consolidar essa percepção. A ideia foi amadurecida a partir de um processo mais amplo de pesquisa sobre modelos de clubes privados, novas formas de conexão, pertencimento e longevidade. Entre as referências analisadas estão experiências conhecidas em pesquisas de campo realizadas em Miami e discussões sobre saúde social apresentadas em eventos internacionais, como o SXSW. A incorporadora também estudou diferentes formatos e conceitos relacionados a esses temas antes de definir a proposta. Segundo a empresa, porém, nenhum dos modelos pesquisados reúne exatamente a combinação que pretende desenvolver em São Paulo. A experiência acumulada pela Meta em seus próprios empreendimentos também contribuiu para a construção do conceito. Ao longo dos anos, a incorporadora acompanhou a forma como seus clientes utilizam e valorizam espaços destinados a esportes, wellness e convivência. A operação do novo clube ficará a cargo da Meta em conjunto com parceiros selecionados para os diferentes pilares e serviços. Quando a experiência faz parte do imóvel No novo projeto, o clube não será apenas uma extensão da área de lazer. A proposta é que ele faça parte da concepção do empreendimento desde sua origem, reunindo em um mesmo endereço a experiência residencial e uma estrutura voltada a esporte, wellness e convivência. O empreendimento terá cerca de 40 mil m² de área construída, em um terreno de 3 mil m², com apartamentos entre 200 e 400 m². O VGV estimado é de R$ 750 milhões. A arquitetura e os interiores serão assinados por Gui Mattos, o lançamento está programado para o primeiro semestre de 2027 e a entrega está prevista para 2031. "O luxo está mudando porque as prioridades das pessoas também estão mudando. Ter um bom imóvel continua importante, mas existe uma busca crescente por aquilo que melhora a vida que acontece ao redor dele. Esporte, saúde, relações, gastronomia e experiências passam a fazer parte dessa equação. É essa evolução que queremos traduzir neste projeto", conclui Alexandre.
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