Menor nível em 14 anos, desemprego a 5,2% sustenta consumo

Em 30 de outubro de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que indicou a taxa de desemprego em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, a menor registrada desde 2012. No 2º trimestre do ano, a taxa era de 5,4%, e no mesmo período do ano anterior, 5,6%. O levantamento destaca que o aumento da população ocupada e da massa salarial são os principais motores da atividade econômica atual. O economista Leandro Padulla, do ASA, informou que o rendimento efetivo real avançou 1,7% no trimestre e a massa de rendimentos subiu 2%, sugerindo que o mercado de trabalho ainda oferece sustentação ao consumo das famílias. A consultoria 4Intelligence registrou o quarto aumento consecutivo dos rendimentos médios acima da inflação, atribuindo a política de valorização do salário mínimo e negociações sindicais como impulsionadores. Enquanto a expansão do pleno emprego sustenta as vendas no varejo, analistas alertam que a escassez de mão‑de‑obra inflaciona salários e eleva custos de serviços, limitando o espaço para cortes de juros. André Matos, CEO da MA7 Capital, e Antônio Patrus, CEO da Bossa Invest, destacaram que o mercado de trabalho apertado mantém pressão sobre salários e inflação de serviços, dificultando a redução de juros. A consultoria 4Intelligence apontou que a taxa de participação na força de trabalho está estagnada em 62,2% e não deve retornar ao patamar pré‑pandemia, refletindo tendências demográficas. Rodolfo Margato, economista da XP, observou recuo na abertura de vagas em setores como serviços domésticos e indústria de transformação, prevendo que a taxa de desemprego atingirá 5,4% ao final de 2026 e 6,5% ao final de 2027. André Valério, do Inter, ressaltou a estagnação da taxa de informalidade em 37,5% e a estabilidade da renda habitual.

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