O Bitcoin demonstra recuperação, aproximando-se da marca de US$ 65 mil, beneficiado por um alívio nas expectativas globais de juros, o que impulsiona o apetite por ativos de risco. Contudo, as tensões crescentes com o Irã atuam como um fator limitante para ganhos mais expressivos, introduzindo um prêmio de risco geopolítico. Este cenário misto favorece ativos digitais como BTC, ETH, MSTR e IBIT, mas também eleva a cotação de commodities como o Brent, que teve alta de 12.96% no dia, impactando negativamente setores sensíveis ao custo de energia. Em um contexto similar, a recuperação do Bitcoin em 2023 após a crise bancária regional nos EUA demonstrou resiliência, enquanto a crise do Estreito de Ormuz em 2019 elevou o Brent em 15% em poucas semanas. O próximo gatilho a observar é a evolução das expectativas de política monetária e a escalada ou desescalada das tensões no Oriente Médio, que definirão o horizonte de médio prazo para estes ativos.
Nas próximas 2-4 semanas, o Bitcoin ($64,509 hoje) deve consolidar-se na faixa de US$ 62k-66k. Um rompimento sustentado acima de US$ 66k dependerá da moderação das tensões no Irã e da manutenção da expectativa de flexibilização monetária global. Se as tensões persistirem ou escalarem, o teto para o BTC pode ser mais baixo, com o Brent atuando como um barômetro chave.
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