Atividade econômica da Argentina cresce abaixo do esperado em agosto

A atividade econômica da Argentina teve uma leve recuperação em agosto, mas abaixo das expectativas, após a forte queda registrada em julho, indicando que o crescimento continua fraco no segundo semestre do ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O Indicador Mensal de Atividade Econômica (Emae) avançou 0,1% em agosto em relação ao mês anterior, quando registrou retração de 2,9%, a mais intensa desde a pandemia. O resultado ficou bem abaixo da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que projetavam alta de 1,5%. Na comparação com agosto do ano passado, a segunda maior economia da América do Sul encolheu 1,7%, acumulando dois meses consecutivos de queda na comparação anual. Com isso, o crescimento acumulado nos primeiros oito meses de 2026 desacelerou para 1,2%, meio ponto percentual abaixo do registrado até julho. Os dados refletem as dificuldades do governo do presidente Javier Milei para sustentar a recuperação da economia argentina. O Produto Interno Bruto (PIB) encolheu no segundo trimestre e projeções do mercado indicam a possibilidade de nova contração no terceiro trimestre na comparação trimestral, o que caracterizaria uma recessão técnica. Segundo o Indec, dez setores registraram queda na comparação anual em agosto, com destaque para a pesca, que recuou 15,7%. As maiores contribuições negativas vieram da indústria de transformação, com retração de 3,2%, e do comércio atacadista, varejista e de reparação, com queda de 3,5%. Juntos, os dois setores reduziram a variação anual do Emae em 0,9 ponto percentual. Por outro lado, cinco setores registraram crescimento na comparação anual. Os destaques foram mineração e extração de petróleo e gás, com alta de 11,1%, e eletricidade, gás e água, com avanço de 4,3%. Essas atividades tiveram as maiores contribuições positivas para o resultado, seguidas por hotéis e restaurantes, que cresceram 3,1%. Juntos, os três setores contribuíram com 0,6 ponto percentual para a variação anual do Emae. Indústria argentina, Ministério da Produção e Trabalho_Argentina_Facebook Reprodução / Facebook / Ministério da Produção e Trabalho

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