Projeções elevadas para Brent até 2027 com riscos geopolíticos e escassez

As projeções para o preço do petróleo Brent permanecem elevadas, com a mediana de nove estimativas indicando US$ 87 por barril no quarto trimestre de 2026 e uma média de US$ 80 ao longo de 2027. Este cenário é moldado pela continuidade do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura mais de sete meses, e pela incerteza em relação aos fluxos de oferta na região. Instituições financeiras como Commerzbank e HSBC revisaram suas projeções para cima, com o HSBC estimando o Brent em US$ 90 no 4T26 e um cenário de impasse que poderia levar o preço a US$ 120. Em contraste, o Goldman Sachs projeta moderação para US$ 85 no fim de 2026 e US$ 80 em 2027, enquanto o Citi mantém uma visão mais otimista, com média de US$ 65 em 2027. A Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) elevou suas próprias estimativas, prevendo US$ 96 em 2026 e US$ 84 em 2027. A pressão no mercado de derivados é particularmente sentida no diesel e na gasolina, com a Agência Internacional de Energia (AIE) destacando uma escassez mais acentuada nos produtos refinados. Em resposta a esta volatilidade, os líderes do G7 anunciaram em 2 de outubro a liberação de 100 milhões de barris de estoques estratégicos ao longo de quatro meses, priorizando o diesel. Raphael Faucz, da Rystad Energy no Brasil, alertou que o Brasil importa 25% do diesel consumido, tornando-o vulnerável a restrições de exportação dos EUA.

Análise

O desfecho do conflito entre EUA-Israel e Irã, juntamente com a eficácia da liberação de estoques estratégicos do G7 nos próximos quatro meses, definirá a trajetória do preço do Brent. A Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA) e a Agência Internacional de Energia (AIE) continuarão a divulgar relatórios mensais de oferta e demanda, fornecendo dados cruciais para o mercado. O relatório de emprego dos EUA em 6 de novembro e o CPI em 10 de novembro também influenciarão o sentimento macro.

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