Outubro terminou com o Ibovespa em 167.921,80 pontos, queda de 0,75% (1.264,62 pontos) na sexta‑feira, 30 de outubro, marcando o quinto pregão consecutivo no vermelho e a pior semana desde março de 2020, com recuo de 18,12% na semana. O resultado foi influenciado pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que contrariou as expectativas de investidores que apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro, provocando ajuste abrupto nas carteiras. A volatilidade foi atribuída ao reposicionamento pós‑eleição, segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, e ao cenário internacional de juros elevados nos Estados Unidos. Na semana, o dólar comercial subiu 1,05% (R$ 5,444) e acumulou alta de 9,15% frente ao real. Entre os ativos, VALE3 subiu 3,28% após divulgar seu balanço do 3º trimestre, PETR4 avançou 0,98% com a valorização do petróleo internacional, e PRIO3 ganhou 1,45%. As siderúrgicas USIM5 e CSNA3 recuaram 8,59% e 8,49%, respectivamente, enquanto os bancos SANB11, ITUB4 e BBDC4 perderam 2,84%, 2,15% e 2,12%. BBAS3 registrou leve alta de 0,06% e HYPE3 caiu 1,16%. A taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível desde 2012.
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