Os fluxos de petróleo provenientes do Oriente Médio voltaram a 80% dos níveis observados antes da guerra, segundo o CEO da Shell, Sawan. Esse retorno de oferta alivia a escassez que mantinha os preços do crú elevados, reduzindo a pressão sobre o mercado. As principais empresas de exploração e produção, como Exxon Mobil e Chevron, são afetadas porque a maior oferta pode comprimir suas margens de lucro. O efeito chega ao investidor brasileiro através da variação do preço do petróleo, que influencia a taxa de câmbio, a inflação e os custos das empresas que consomem combustível, como a Petrobras. A declaração de Sawan foi o único comentário citado na fonte, sem outras reações de mercado. Um paralelo histórico pode ser traçado com a recuperação dos fluxos após a Guerra do Golfo em 1991, quando a oferta voltou a cerca de 80% e os preços do Brent recuaram aproximadamente 30%. O próximo gatilho a ser monitorado são os relatórios semanais de estoques de petróleo da EIA e as decisões de produção da OPEP+ nas próximas semanas. O desfecho dependerá de a oferta se manter acima de 80% e de a demanda global acompanhar, equilibrando preço e volumes.
Os relatórios semanais de estoques de petróleo da EIA e as decisões de produção da OPEP+ nas próximas semanas, que confirmarão se os fluxos se mantêm acima de 80% e como a demanda evolui.
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