Um analista de um grande banco privado alertou que a alta volatilidade no mercado de investimentos deve persistir 'por anos', impulsionada principalmente pelas incertezas no desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e pelos riscos geopolíticos contínuos. A volatilidade é vista como uma consequência de mudanças estruturais no mercado que se acumularam ao longo de décadas, alterando a forma como os preços dos ativos reagem a eventos e informações, aumentando a sensibilidade a choques externos. Ações de semicondutores e títulos do Tesouro dos EUA já experimentaram liquidações recentes, e a persistência dessas condições implica oscilações acentuadas em ETFs de tecnologia (QQQ, SMH) e em ativos de refúgio como o Ouro (GLD), que podem ver demanda errática. Para o investidor brasileiro, o cenário global de volatilidade pode se traduzir em maior aversão a risco, impactando fluxos de capital para mercados emergentes, pressionando o BRL e o IBOV em momentos de estresse global. Historicamente, a bolha das pontocom entre 2000 e 2001, impulsionada por incertezas sobre o valor real das empresas de tecnologia, resultou em uma queda de cerca de 78% no índice Nasdaq Composite e anos de alta volatilidade. Os próximos resultados de empresas de IA, como o earnings de AI em 2 de setembro, e a evolução de tensões comerciais entre EUA e China são gatilhos críticos a monitorar para avaliar a magnitude e direção da volatilidade. No médio prazo, a não ser que uma recessão global profunda e deflacionária redefina o cenário, espera-se que a gestão ativa de portfólios e a busca por prêmios de risco em mercados menos correlacionados se tornem estratégias dominantes para navegar este ambiente.
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