O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), acelerou para 1,50% em setembro, um aumento notável em comparação com a alta de 0,10% registrada no mês anterior. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 1,95% no período. A forte elevação do IPA-DI, refletindo o aumento das commodities agrícolas e da energia na ponta produtora, sinaliza um repasse de custos para a cadeia de consumo, impactando as margens das empresas e as expectativas inflacionárias. Essa aceleração inflacionária pode reforçar a cautela do Banco Central em relação à taxa Selic, limitando o espaço para cortes de juros e impactando o custo de capital. Em 2021, acelerações do IGP-DI impulsionadas por commodities levaram a revisões de expectativas de inflação e manutenção de juros mais altos pelo Banco Central. Os próximos dados de inflação ao consumidor (IPCA) e as atas das reuniões do Copom, com a próxima decisão de juros agendada para 2026-11-05, serão cruciais para avaliar a persistência desses impactos. O desfecho dependerá da capacidade das empresas de repassar esses custos sem perder volume de vendas e da reação do Banco Central à inflação de produtor, que pode influenciar a trajetória da Selic.
A próxima decisão de juros do Copom, agendada para 2026-11-05, e a divulgação dos próximos índices de inflação ao consumidor (IPCA) serão determinantes para a trajetória da política monetária e o desfecho desse cenário inflacionário. A ata da reunião do Copom também fornecerá insights sobre a percepção do Banco Central em relação à persistência da inflação.
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