Mais de 600 drones ucranianos foram abatidos sobre regiões russas durante a noite, segundo o Ministério da Defesa russo, que prometeu intensificar e agravar os ataques retaliatórios ao território ucraniano. Essa escalada militar e a ameaça de ataques mais severos à infraestrutura ucraniana elevam o prêmio de risco geopolítico, impactando mercados de energia, defesa e custos logísticos. Ativos de defesa como LMT, RHM.DE e EMBR3 devem subir com a expectativa de aumento de gastos militares, enquanto petroleiras como XOM e PETR4 se beneficiam da potencial alta do petróleo. Para o investidor brasileiro, o BRL pode se desvalorizar frente ao USD e o IBOV pode sofrer com a aversão ao risco, embora exportadoras de commodities (VALE3, PETR4) possam ter algum suporte. A invasão da Ucrânia em 2022 levou a um salto de +25% no Brent e +18% em ações de defesa (LMT em 3 meses), ilustrando a resposta inicial do mercado. A intensidade e o tipo de retaliação russa nos próximos dias, especialmente se alvejarem infraestrutura energética ou portuária, serão cruciais para a direção do mercado, mantendo o prêmio de risco elevado no médio prazo (3-6 meses).
Nas próximas 24-72 horas, espera-se um aumento da volatilidade nos mercados de petróleo e defesa. Se a retaliação russa for confirmada contra alvos energéticos ou portuários na Ucrânia, o Brent ($72.55 hoje) pode testar a zona de $75-80, e ações de defesa como LMT ($312.11) e RHM.DE ($25.786) podem subir 3-5%.
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