ETFs de gestão ativa agora capturam 42% de todo o capital direcionado a ETFs, uma elevação notável em comparação aos 26% registrados em 2024, conforme a Motley Fool Hot Stocks. Este movimento reflete uma crescente preferência de investidores por estratégias dinâmicas em busca de retornos superiores aos índices passivos. As gestoras de fundos, como BlackRock (BLK) e State Street (STT), são as principais beneficiadas, com o aumento de ativos sob gestão e taxas de administração mais elevadas. Contudo, essa tendência levanta questões sobre a capacidade real dos ETFs ativos de superar seus benchmarks após a dedução de custos, historicamente um desafio para a gestão ativa. Para investidores brasileiros, a expansão global de ETFs ativos pode resultar na oferta de produtos similares, exigindo análise crítica de custos e performance. Historicamente, a maioria dos fundos mútuos ativos falha em superar índices passivos após taxas em horizontes de 5, 10 e 15 anos, como evidenciado por diversos estudos do setor. O desempenho desses ETFs ativos nos próximos trimestres será crucial para validar ou refutar a tese de que a gestão ativa pode consistentemente agregar valor. A longo prazo, a sustentabilidade dessa tendência dependerá da entrega de alpha líquido consistente, frente à pressão contínua por custos mais baixos no setor de investimentos.
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