Corredores na Mata Atlântica valorizam créditos de natureza

A Future Climate Group, plataforma brasileira de soluções climáticas, aplica critérios de corredores ecológicos na Mata Atlântica, onde 97 % dos fragmentos de vegetação nativa têm menos de 50 hectares, segundo estudo com a Universidade Estadual Paulista (Unesp). O desenho de corredores diferencia ativos ambientais no mercado voluntário. A mudança acompanha a exigência crescente de compradores globais por ativos com integridade verificável. De acordo com a Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), 836 organizações de 57 países ou territórios já se comprometeram a divulgar riscos e dependências ligados à natureza, entre elas instituições financeiras que somam mais de US$ 26 trilhões em ativos sob gestão. O International Sustainability Standards Board (ISSB) anunciou que usará as recomendações da força‑tarefa como base para futuros requisitos de divulgação sobre o tema. A metodologia da Future Climate examina cada projeto em sete camadas, que abrangem impactos socioambientais, integridade, monitoramento, gestão de riscos e relação com as comunidades, além da contabilidade de emissões. Os projetos da Originals plantam espécies zoocóricas para estimular a volta dos animais e priorizam a proteção de nascentes e a recomposição da vegetação em áreas de mananciais. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) elaborou um índice de prioridade que aponta microbacias cuja restauração é estratégica para o abastecimento das maiores regiões metropolitanas do bioma, que abriga cerca de 70 % da população brasileira. A vinculação entre restauração e segurança hídrica regional amplia o interesse de setores cuja operação depende diretamente da disponibilidade de água, como saneamento, agronegócio e indústria.

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