Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, zombou do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, por alegar que os EUA "guiaram 130 milhões de barris" de petróleo iraniano para fora do mercado nos últimos 14 dias, contra "zero" do Irã. Essa troca de acusações eleva a incerteza sobre a real eficácia das sanções dos EUA e o volume de petróleo iraniano que chega ao mercado global, influenciando a percepção de oferta. Consequentemente, ativos ligados ao petróleo como BNO, PETR4 e XOM podem ver seus preços flutuarem, enquanto companhias aéreas como AZUL4 e empresas de transporte como ZIM enfrentam pressão nos custos. Para o investidor brasileiro, a volatilidade do Brent pode impactar diretamente a Petrobras e o câmbio (USDBRL), com o dólar tendendo a se fortalecer em cenários de risco. Historicamente, tensões no Estreito de Ormuz, como as vistas na década de 1980, levaram a picos significativos nos preços do petróleo, com o WTI subindo mais de 50% em poucos meses. Próximos relatórios da OPEP ou da IEA sobre a oferta e demanda global de petróleo serão cruciais para fornecer clareza ao mercado. No médio prazo, a persistência dessas tensões no Golfo Pérsico deve manter um prêmio de risco geopolítico nos preços do petróleo.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado de petróleo (Brent) permanecerá volátil, com a faixa de $85-92 como base. Gatilhos incluem relatórios da OPEP+ sobre produção e novas declarações de autoridades iranianas ou americanas. Uma confirmação de fluxos iranianos mais altos que o esperado pode pressionar o Brent para baixo, enquanto a escalada militar o levaria acima de $95.
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