Ativos financeiros locais derretem com turbulência após reeleição de Lula

Os ativos domésticos passam por uma reprecificação de magnitude histórica nesta segunda-feira à medida que os agentes ajustam os preços após a surpreendente vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado ontem. No mercado de juros, as taxas futuras saltaram mais de 3 pontos percentuais em dado momento do pregão, mas a intervenção do Tesouro com um leilão de recompra de NTN-Fs aliviou um pouco o estresse. Por volta de 12h40, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2029 avançava de 12,64%, do ajuste anterior, para 15,27%; e a do DI de janeiro de 2031 subia de 12,64% para 15,49%. Já o dólar à vista disparava 8,32%, a R$ 5,4085, após tocar a máxima intradiária de R$ 5,6048. Já o Ibovespa despencava 14,48%, a 175.380 pontos, depois de tocar a mínima de 169.516 pontos. Lá fora, por outro lado, o dia é apetite por risco. Em Nova York, o S&P 500 subia 0,94% e o Nasdaq, 1,27%. Já a taxa da T-note de dez anos tinha leve queda de 5,001% para 4,987%.

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