Na terça‑feira, 3 de novembro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, comunicou a renúncia de Carlos Carvallo à presidência do Banco Central (BC) e enviou ao Senado a indicação do economista Raúl Vera Bogado para assumir o cargo. O governo também propôs Pedro Acosta para ocupar uma diretoria da autoridade monetária. Na quarta‑feira, 4 de novembro, o BC anunciou um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos aos poupadores do Banco Ueno, que havia sido colocado sob intervenção após seu índice de solvência cair para menos da metade do mínimo exigido, resultando no bloqueio de recursos públicos e das economias de milhões de clientes. Em comunicado divulgado em 5 de novembro, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings de longo e curto prazo do Banco Ueno de 'BB'/'B' para 'D' e o rating de suporte governamental (GSR) de 'bb‑' para 'sem suporte', indicando que o emissor entrou em processo de liquidação e encerrou suas operações. O caso gerou acusações na Câmara dos Deputados, investigação criminal e prisões, aumentando a pressão sobre os mercados financeiros paraguaios.
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