O aumento do custo de matérias-primas foi apontado como um dos fatores de maior peso sobre as margens da WEG (WEGE3) no terceiro trimestre de 2026 (3T26). André Rodrigues, vice-presidente administrativo e financeiro da companhia, chamou atenção para o salto de mais de 40% do cobre e perto de 20% do aço. Apesar de reconhecer a pressão, o executivo ponderou que oscilações naturalmente ocorrem entre trimestres e que o desempenho está dentro da expectativa. “É sempre bom reforçar que as variações de margens entre trimestres ocorrem. Por isso, a gente sempre analisa o comportamento da margem por um período maior. … Mesmo com a margem apresentando uma queda comparada com o segundo trimestre de 2026, ela está dentro da expectativa e num patamar que consideramos elevado”, disse durante teleconferência de resultados, realizada virtualmente nesta quinta-feira (22). Na véspera, a WEG reportou lucro líquido de R$ 1,66 bilhão referente ao terceiro trimestre de 2026 (3T26), um avanço de 0,9% ante o mesmo período no ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 2,34 bilhões, uma alta de 3,1% na comparação anual. Já a margem Ebitda encolheu 0,6 ponto percentual (p.p), para 21,6%. O retorno sobre o capital investido (ROIC) da WEG alcançou 33,2%, um avanço de 0,8 p.p. O que mais pesou sobre a rentabilidade da WEG Além de matérias-primas mais caras, tarifas de importação e despesas pré-operacionais das novas fábricas afetaram a rentabilidade no trimestre. Segundo a companhia, o mix de produtos permaneceu favorável, com maior contribuição de equipamentos de ciclo longo. A empresa trabalha para mitigar os impactos por meio de produtividade e eficiência operacional. De acordo com a administração, a estratégia comercial é ajustada para repassar os aumentos de custos ao longo do tempo. Já os contratos de longo prazo com transportadoras ajudam a reduzir a exposição às oscilações do frete. O processo de normalização dos custos pré-operacionais já começou no Brasil e deve avançar no México e na Colômbia a partir do início de 2027, quando as fábricas entrarem em operação e passarem a gerar receita. “Todos esses ofensores que a gente enfrentou no terceiro trimestre vão continuar. Cabe à WEG trabalhar constantemente em ganhos de produtividade, melhorias de custo e operacionais para mitigar esses impactos”, disse Rodrigues. Do ponto de vista do custo de frete, ele destacou a instabilidade global, com questões geopolíticas e novas rotas necessárias para entregar matérias-primas e produtos no mundo inteiro. “Isso acaba impactando, mas nós temos contratos de longo prazo com as empresas que transportam os nossos produtos, o que ajuda a mitigar um pouco esse cenário adverso”, afirmou. O 3T26 da WEG A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 10,8 bilhões no trimestre, um incremento de 5,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2025. O mercado interno foi responsável por R$ 4,07 bilhões, alta de 1,8% na comparação anual. Já o mercado externo registrou R$ 6,78 bilhões, um avanço de 8,3%. De acordo com a WEG, o crescimento da receita e a manutenção de margens operacionais saudáveis tiveram impulso do bom desempenho dos negócios no mercado externo, sustentado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação, apesar do impacto da valorização do real no período. As atividades operacionais apresentaram geração de caixa de R$ 3,872 bilhões até setembro de 2026, resultado da continuidade das boas margens operacionais, e bons indicadores de capital de giro operacional no período. As ações operaram em forte queda após a divulgação do balanço. Veja aqui o que dizem analistas. Por dentro dos mercados Receba gratuitamente as newsletters do Money Times OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.
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