A Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, reconheceu na última sexta-feira, 16, falhas técnicas no impulsionamento de anúncios que impactaram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição em 2026. A empresa negou qualquer interferência política, justificando os incidentes como problemas globais de código que afetaram milhares de anunciantes e foram rapidamente revertidos, mencionando que a campanha de Flávio Bolsonaro também relatou falhas. Em outro incidente, a ferramenta de IA da Meta foi acusada de gerar imagens eleitorais para um candidato e não para outro, o que a empresa classificou como uma "lacuna específica" já corrigida. Diante desses fatos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referendou por unanimidade uma decisão que proíbe a Meta de limitar o alcance de conteúdos políticos e de usar a Meta AI para favorecer qualquer candidato. A decisão também impede a veiculação de anúncios político-eleitorais pagos ou geridos por contas estrangeiras para o público brasileiro, estabelecendo multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
O desfecho dependerá da capacidade da Meta de implementar as exigências do TSE, incluindo a proibição de limitação de alcance e anúncios estrangeiros, antes da eleição de 2026. Acompanhar as declarações futuras da Meta e possíveis novas ações judiciais do TSE será crucial.
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