A forte reprecificação dos ativos brasileiros depois das eleições levou analistas a revisarem suas recomendações para o setor financeiro. Morgan Stanley passou a favorecer instituições com maior previsibilidade de lucros, citando Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e BTG Pactual (BPAC11). O Citi, por sua vez, rebaixou Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) e reduziu o preço‑alvo do Bradesco de R$ 22 para R$ 20, apontando fraqueza da atividade econômica e aumento das provisões, e cortou o preço‑alvo do Banco do Brasil para R$ 18, citando deterioração da qualidade dos ativos. O relatório do Citi indica que o ambiente macroeconômico pós‑eleição, com juros mais altos, maior prêmio de risco e dólar mais forte, pressiona a rentabilidade dos bancos mais sensíveis ao ciclo econômico. O lucro líquido do setor no terceiro trimestre de 2026 foi de US$ 3,32 bilhões, queda de 18%. UBS BB, JPMorgan e outras instituições também mantêm a preferência por Itaú Unibanco, considerando sua geração de caixa e balanços robustos como vantagem em cenário de desaceleração.
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