A consultoria Eurasia Group projeta que uma possível vitória de Lula nas eleições de 2026, com cenários para 2027, pode complicar a redução de tarifas impostas pelos Estados Unidos. Tal cenário sugere que a postura política e comercial do governo brasileiro em 2027 poderá influenciar diretamente as negociações bilaterais, impactando o fluxo de comércio e a competitividade de produtos brasileiros no mercado americano. Setores exportadores brasileiros como o agronegócio (SLCE3, JBSS3) e mineração (VALE3) podem enfrentar desvantagens competitivas, enquanto importadores (MGLU3) poderiam ter custos de insumos impactados. A incerteza regulatória e comercial pode pressionar o real (USDBRL) e gerar volatilidade, especialmente em empresas com forte exposição ao comércio exterior. Historicamente, tensões comerciais como as tarifas sobre aço e alumínio impostas pelos EUA em 2018 geraram reações e renegociações significativas, impactando empresas como a CSNA3. O principal gatilho a monitorar será o resultado das eleições presidenciais de 2026 no Brasil e as primeiras sinalizações do governo eleito sobre a política externa. No médio prazo (2027-2028), a continuidade de políticas protecionistas ou a busca por novas alianças comerciais moldarão o ambiente de investimento e a atratividade do Brasil.
Nos próximos 6-12 meses, até a eleição de 2026, o mercado monitorará as pesquisas eleitorais e as sinalizações dos candidatos sobre política externa e comércio. Se a percepção de um governo menos alinhado aos EUA se consolidar, o real (USDBRL) pode testar R$5.25-5.35 e as exportadoras (VALE3, JBSS3) podem sofrer desinvestimento. O principal gatilho de curto prazo será a evolução do "tarifaço" doméstico e seu impacto na campanha de Flávio, que pode sinalizar a direção de futuras políticas econômicas.
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