O anúncio de que a China começou a produzir novos chips de memória eliminou o prêmio que as ações de fabricantes de memória detinham. Ao remover a escassez percebida, o preço desses chips caiu, reduzindo as expectativas de receitas e forçando a reavaliação das avaliações inflacionadas. As empresas de semicondutores que fabricam memória, como a Micron, a TSMC e a Nvidia, sentem pressão direta sobre suas receitas e são impactadas por posições alavancadas que se desfazem. O efeito se propaga ao mercado de tecnologia global, puxando índices de tecnologia e elevando a aversão ao risco. Investidores institucionais começaram a reduzir exposição ao setor, vendendo posições em memória e reforçando a queda geral. Em 2018, a escalada das tensões comerciais entre EUA e China provocou queda de cerca de 12 % nos ETFs de memória no quarto trimestre. O próximo relatório de resultados trimestrais da Micron será o gatilho para confirmar se a correção se estabiliza ou se aprofunda. O desfecho dependerá da velocidade com que a nova oferta chinesa se materializa e da capacidade das empresas de ajustar custos e margens.
A divulgação dos resultados trimestrais da Micron, prevista para breve, será crucial para confirmar se a correção de preço se estabiliza ou se intensifica.
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