A oferta global de diesel deve permanecer restrita até 2027, impulsionada por uma capacidade de refino mundial insuficiente para compensar a lacuna de 4 milhões de barris/dia proveniente da Rússia e do Oriente Médio, conforme reportagem da Reuters citando executivos da indústria como Russell Hardy, CEO da Vitol. Esta escassez cria um desequilíbrio significativo entre oferta e demanda, elevando os preços do diesel e, consequentemente, impactando os custos operacionais de setores intensivos em combustível, como transporte e agricultura. Bancos centrais globais podem enfrentar pressões inflacionárias adicionais, complicando decisões de política monetária, enquanto governos podem considerar subsídios ou medidas de emergência. Historicamente, choques de oferta de petróleo e derivados, como o embargo árabe de 1973, resultaram em aumentos de preços de mais de 300% em seis meses, impactando severamente o crescimento econômico global. O principal gatilho a monitorar será a evolução da capacidade de refino global e a dinâmica geopolítica no Leste Europeu e Oriente Médio nos próximos meses. No médio prazo (6-12 meses), a situação do diesel pode exacerbar pressões inflacionárias persistentes, levando a uma desaceleração econômica global, a menos que novas capacidades de refino entrem em operação ou a demanda diminua drasticamente.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se que os preços do diesel permaneçam elevados, com o Brent potencialmente testando a faixa de $105-110/barril. Gatilhos incluem a demanda industrial para o inverno do hemisfério norte e qualquer intensificação de sanções.
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