A usina hidrelétrica Itaipu Binacional afirmou não ter recursos financeiros sob gestão da margem brasileira depositados ou aplicados no ueno bank, instituição financeira paraguaia que quebrou e culminou numa crise no país vizinho. A empresa responsável pela usina disse ainda que a operação da Itaipu segue normalmente, “sem impacto na produção e no fornecimento de energia”. Em nota, o lado brasileiro de Itaipu afirmou que “as aplicações financeiras da Entidade seguem normas e procedimentos internos, observando critérios de segurança, liquidez e rentabilidade, e sua gestão observa as competências estabelecidas para cada margem”. Questionada sobre os recursos sob gestão da margem paraguaia, a comunicação brasileira de Itaipu sugeriu o contato com sua equivalente do lado paraguaio. Até o momento, porém, o Valor não obteve retorno. O jornal paraguaio ABC informou que o fundo de pensões de Itaipu (Cajubi, na sigla em espanhol) tinha 100,692 bilhões de guaranis (cerca de R$ 90 milhões) investidos no Ueno. No lado brasileiro da usina, o correspondente responsável pelas previdências de empregados da usina é a Fundação Itaipu Binacional de Seguridade Social (Fibra).
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