O Tesouro dos EUA anunciou em 2 de outubro a expansão das sanções contra o Hamas, incluindo cinco novas contrapartes bloqueadas associadas a transferências de cripto originárias da França. Ao estender as sanções a entidades ligadas a cripto, a ação reforça a supervisão anti‑lavagem, elevando custos de conformidade e restringindo a movimentação de fundos digitais por atores ilícitos. Essa iniciativa afeta mercados de criptomoedas, exchanges, mineradoras e ETFs de Bitcoin, que deverão ajustar posições diante do risco regulatório ampliado. O impacto chega aos investidores brasileiros via ativos denominados em dólar e ETFs de cripto, alterando a exposição ao real. O Tesouro destacou que as transferências de cripto identificadas são distintas de seu programa geral de captação de recursos, evidenciando foco específico. Episódio semelhante ocorreu em 2019, quando sanções americanas ao Irã coincidiram com retração de volumes de transações cripto. Operadores monitorarão os relatórios de compliance do OFAC e eventuais novas designações nas próximas semanas. O desfecho dependerá da rapidez com que exchanges implementarem os bloqueios e da migração de capital para produtos de Bitcoin regulados.
A implementação efetiva das novas designações OFAC e os relatórios de compliance do Treasury nas próximas semanas definirão a amplitude do impacto nos ativos de cripto.
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