Alessia Berardi, Head de Macroeconomia Global e Estratégia de Mercados Emergentes do Amundi Investment Institute, alertou sobre "bolsões de fragilidade" nos mercados globais. Isso ocorre apesar dos recentes aumentos de juros pelo Federal Reserve e Banco do Japão, num contexto de preços de energia elevados e riscos fiscais persistentes. A elevação das taxas de juros globais, combinada com a inflação de energia e déficits governamentais, aumenta os custos de financiamento e pode desacelerar o crescimento econômico. Para o investidor brasileiro, o cenário implica em dólar mais forte (USDBRL), com pressão de baixa no IBOV devido à aversão global ao risco e potencial saída de capital. Bancos centrais continuarão focados em combater a inflação, mas a percepção de fragilidade pode levar a uma reavaliação da sustentabilidade do ciclo de aperto. Um paralelo histórico é a crise asiática de 1997-1998, onde taxas do Fed expuseram vulnerabilidades em EMs, resultando em fugas de capital. Os próximos dados de payroll dos EUA (2026-10-02) e relatórios de inflação global serão cruciais para indicar a resiliência econômica. No médio prazo, o horizonte aponta para uma desaceleração global se as fragilidades se materializarem, favorecendo estratégias defensivas.
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